Sobre a Igreja


IGREJA ANGLICANA DE SANTOS
ALL SAINTS´ CHURCH

IGREJA ANGLICANA

"Ecclesia Anglicana Libera Sit" Magna Carta, 1225

O Teólogo Christopher L. Webber escreveu que embora "a forma romana do Cristianismo houvesse se tornado uma influência dominante na Bretanha e em toda Europa ocidental, o Cristianismo Anglicano continuou a ter uma qualidade distintiva por causa da sua herança Celta". 

Nós, da Igreja Anglicana de Todos os Santos, herdamos traços da Igreja Celta pré-Niceno, uma Comunidade Sacramental. Praticamos a simplicidade da fé a qual permeia nossas vidas diárias, e reverenciamos a criação de Deus. Enfatizamos os Sacramentos como um lugar onde Deus e a humanidade se encontram. 

Cada um de nós é comissionado por Deus e uns pelos outros para que possamos crescer em fraternidade, adoração, oração, estudo das Escrituras, e outras práticas da Igreja dos primeiros tempos. Nós professamos uma fé Cristã que transcende as divisões políticas e culturais. Nós damos as boas vindas para todas as pessoas. Todos são bem-vindos à Mesa do Senhor e a todos os seus sacramentos. 

Fruto de nossa tradição celta estão a simplicidade e a profundidade - procurando viver o grande mandamento de amar a Deus e amar o próximo, recordamos todos os dias em nossas vidas que a medida de como amamos a Deus é encontrada no jeito em que tratamos as pessoas na igreja, na comunidade, em nossos relacionamentos, e em toda a criação de Deus." Se você não encontrar Cristo no Mendigo na porta da Igreja, tampouco o encontrará no Cálice". São João Crisóstomo.

Primeiro Bispo e Fundador da Igreja Anglicana de Todos os Santos, Revmo Edward Francis Every;
cofundadores Cônego A.G. Fenn, e Rev. Arthur W. Allan.
A Igreja Anglicana de Todos os Santos



Anterior a 1918, os anglicanos e episcopais residentes em Santos e região reuniam-se na Capela da Missão aos Marinheiros, que ficava em frente à Alfândega de Santos, ou na Igreja Evangélica Brasileira, que ficava no Centro da cidade (hoje, Igreja Evangélica Santista, R. Vidal Sion, 236 - Gonzaga, Santos), uma vez por mês para dizer as orações conforme o Livro de Oração Comum, que eram dirigidas pelo Rev. Cônego A.G. Fenn, Capelão da St. Paul´s Church, São Paulo; e o Rev. Fritzgerald Holmes, Capelão da Missão aos Marinheiros, Santos; que também auxiliava o culto tocando o Harmônio para acompanhamento dos hinos.

O templo da Igreja Anglicana de Todos os Santos é uma capela em estilo neogótico vitoriano, projetado no ano de 1916 pelos arquitetos Walter B. Basset-Smith e Bertie Hawkins Collcutt, inspirado na estética anglo-normanda. Foi construído nos anos 1917 e 1918 pela Companhia Construtura de Santos, do Eng.º Robert Simonsen Cochrane - agente decisivo na criação da Federação das Indústrias de São Paulo, autor de uma das primeiras abordagens sobre a histórica econômica do Brasil, membro da Academia Brasileira de Letras. Foi Dedicada e Inaugurada para o culto público, para a glória e honra de Deus, em 21 de abril de 1918 em Cerimônia Solene presidida pelo Revmo. Dom Edward Francis Every, Bispo da Diocese Anglicana da Argentina, e Leste da América do Sul, e co-presidida pelo Rev. Cônego A.G. Fenn; e o Rev. Arthur W. Allan, que viria a ser o seu primeiro Reitor e capelão da Missão aos Marinheiros;

No templo está à disposição um instrumento musical – harmônio (“reed organ”) modelo Apollo, fabricado por Rushworth & Dreaper, na cidade inglesa de Liverpool no início do século vinte. Outra edificação é a casa pastoral ou moradia do reverendo, construída sob o projeto de Domingues Pinto & Merlin Ltda., ao lado da capela, no final da década de 1940, em estilo eclético com influência do hispânico (“missões”). 

Os vitrais artísticos do templo foram fabricados pela grande casa de vitrais Conrado Sorgenicht – Vitrais e Cristais Ltda., no Santuário nas laterais estão: São Pedro, apóstolo (doado pelo organista Reginald Davies, em memória de Christina Gray Coupar Davies, 1913-1944) e São Paulo, apóstolo (doado pelo Sr. e Sra. Lange em memória de Gilbert Edgar Lange, 7/5/1923-2/7/1943); atrás do altar (foram colocados três vitrais durante o pastorado do Rev. Ivor e Margot Blakeney, em memória àqueles que deram a vida nas duas Guerras Mundiais): Jesus na  via crucis  auxiliado por São Sirineu, a Crucificação e Ascensão de Jesus, e Jesus, o médico; na nave os patronos das ilhas britânicas: São Jorge, patrono da Inglaterra e São David, patrono do país de Gales à esquerda; e Santo André, patrono da Escócia (doado pela Sra. Browne em memória de Bernard F. Browne, e seu filho Peter); e São Patrício, patrono da Irlanda à direita; e ainda: Nossa Senhora e o menino Jesus (em memória de Gilbert e Margaret Deck, graças ao legado deixado pela Sra. Deck à Igreja) à esquerda, e Jesus Bom Pastor (doado em memória de Mina Florence Barham, 1876-1923; e Edwin Allan Barham, 1867-1937) à direita; completam ainda o conjunto artístico a Rosácea no Alto da Nave no portão principal e o púlpito homenageando os Evangelistas: São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João. O sub-comitê para acompanhar a criação e instalação dos vitrais era composto por Sr. E.H. Ralling e Sra. R.E. Barham; muitos dos nossos benfeitores preferiram se manter anônimos; os vitrais foram dedicados e inaugurados em cerimônia presidida pelo Arcediago Neale.


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