De quem é a culpa?



Por Reverendo Leandro Antunes Campos
O quanto impacta na vida das igrejas e dos ministros religiosos a exposição dos escândalos de qualquer natureza mormente os financeiros, sexuais e políticos?
Quem tem uma vivência religiosa dificilmente será abalado uma vez que está consciente de que a igreja é formada de pecadores redimidos.
A vociferação faz presumir que tais males sejam generalizados e que "todos" ou "quase todos" os ministros religiosos participem destas ilicitudes.
50 por cento ou mais dos ministros religiosos do Brasil percebem menos de 1 salário mínimo, muitos após aposentaria dependem da assistência de suas igrejas ou fiéis.
As Igrejas Históricas com 100 anos ou mais no Brasil criaram alguma segurança para seus ministros religiosos que contam com prebendas de 3 a 5 salários e algumas até previdência social e seguro de vida.
A formação de um ministro religioso varia de 3 a 10 anos entre propedêutico, teologia e mais uma graduação ou pós de acordo com as necessidades do campo missionário.
Certas denominações proíbem ou restringem o trabalho secular de seus ministros religiosos exigindo deles dedicação em período integral, afinal são modelos espirituais que representam a própria denominação e sua hierarquia.
Quando um escândalo de proporções nacionais e internacionais é midiatizado massivamente é particularmente atingidas as comunidades mais pobres e nos rincões mais longínquos do país.
Querer penalizar as igrejas e entidades religiosas por conta de mal testemunho de alguns de seus adeptos é como dar o remédio para os que estão sãos. Não fará o efeito desejado.
Em geral as igrejas estão ligadas a projetos sociais voltados para idosos, crianças, e populações vulneráveis. E, parte dos recursos são direcionados para tais finalidades.
Os próprios membros tem o direito e o dever de fiscalizar as prestações de contas junto a tesouraria e nas assembleias gerais. Podendo a qualquer momento acionar os órgãos eclesiásticos competentes ou a justiça comum.
Quando uma entidade religiosa recebe recursos públicos ela será auditada como qualquer outra organização da sociedade civil tendo seus balancetes a serem aprovados nas esferas municipais, estaduais e federal.
A minha conclusão é que se você contribui para uma instituição civil ou religiosa você é co-responsável pela execução orçamentária da mesma que sempre deverá levar em conta os objetivos estatutários registrados em cartório.
Um mal exemplo só pode ser vencido com bons exemplos. Tenha uma participação ativa em sua comunidade, contribua, saiba das principais necessidades, aponte para a solução dos problemas, seja parceiro de suas conquistas, e atualize-se sobre a saúde administrativa e financeira da Igreja.

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