sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Mensagem do Monsenhor Leandro: fazendo a travessia

A imagem pode conter: água e atividades ao ar livre

FAZENDO A TRAVESSIA
por Monsenhor Leandro
Na mitologia grega, Caronte (em grego: Χάρων, transl.: Chárōn) é o barqueiro do Hades, que carrega as almas dos recém-mortos sobre as águas do rio Estige e Aqueronte, que dividiam o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Uma moeda para pagá-lo pelo trajeto, geralmente um óbolo ou dânaca, era por vezes colocado dentro ou sobre a boca dos cadáveres, de acordo com a tradição funerária da Grécia Antiga. Era filho de Nix, a Noite.
No texto hebraico a vida é ligada ao próprio Ruah (=fôlego divino) que soprado sobre Adão (do hebraico אדם relacionado tanto a adamá, solo vermelho ou do barro vermelho, quanto a adom, "vermelho", e dam "sangue") o primeiro Ser Humano lhe concede a existência, a vida.
Morte (do latim mors), óbito (do latim obitu), falecimento (falecer+mento), passamento (passar+mento), ou ainda desencarne (deixar a carne), são sinônimos usados para se referir ao processo irreversível de cessamento das atividades biológicas necessárias à caracterização e manutenção da vida em um sistema outrora classificado como vivo.
O amor, o cuidado, o afeto que nutrimos uns pelos outros durante nossa caminhada terrena nos impele a homenagearmos aqueles que partiram desta existência e agora encontram-se no plano celestial. Tais homenagens são diversas em cada lugar, fé e cultura, mas todos trazem os traços da memória, da saudade e da reverência.
Em nossa infância nosso contato com a morte se dá pedagogicamente com nossos pets cachorros, gatos, pássaros, etc. até termos a consciência de que as pessoas que amamos simplesmente não viajaram, mas fizeram sua travessia definitiva.
O fato de nunca estarmos preparados para a morte significa que toda a nossa existência está voltada para a vida, seja a vida aqui e agora, seja a vida vindoura junto ao Pai. Nossa existência não encontra fim, porque afinal fomos criados para o infinito.

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