quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Mensagem do Monsenhor Leandro: O impacto do aumento do gás

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O impacto do aumento do gás 
Monsenhor Leandro 

52 milhões de brasileiros e brasileiras estão abaixo da linha de pobreza. Pouco? E se você considerar as pessoas que estão desempregadas 27, 6 milhões de pessoas?

Agora o que significa para essas pessoas pagarem R$ 100 no gás de cozinha? Como se sabe muitas delas optam por outras alternativas e entre elas o álcool. Ao escrever estas linhas vejo o noticiário na TV dando espaço para um depoimento de uma senhora que se queimou ao usar álcool para cozinhar. 

A luta pela subsistência - o pão nosso de cada dia, passa a ser somado a necessidade do gás de cozinha, da água, da energia elétrica. Ora para quê tanto luxo, afinal se trata de pobres... sim, pobres, mas seres humanos dotados dos mesmos direitos previstos na CF 88 que acaba de completar 30 anos: direito a vida, a moradia, ao trabalho, a segurança, educação e saúde. 

Direitos fundamentais da pessoa humana (Direitos Humanos) - direito a ter direito, a dignidade, a oportunidade, aos serviços públicos, a desenhar o seu futuro como agente protagonista de sua própria história, sem coitadismos, e sem opressão! 

O Auxílio Moradia de 5000 (cinco mil reais) para o judiciário, legislativo e outros agentes públicos, torna-se um "pecado grave" diante de tantas injustiças e discriminação social. Escolas que seriam a porta de entrada para a socialização vão sendo sucateadas em todos os níveis para justificar a ineficiência do Estado e poder vendê-las para iniciativa privada. Tornando o direito social em mercadoria para o capital internacional. 

É fácil pichar os que fazem uma leitura crítica da realidade brasileira como comunistas - afinal, o que significa tal conceito? Que os bens e serviços produzidos pela sociedade devem garantir igualmente o acesso aos mesmos bens e serviços? Que o filho da empregada pode acessar a mesma universidade do filho do patrão? Que a empregada pode voar no mesmo avião que a patroa? 

Gente, isso é imperdoável! Nossa classe média brasileira não suporta lembrar que até pouco tempo ocupava o status de pobreza. Aliás, não é só não lembrar, mas tentar apagar todas as pistas que lembrem este itinerário, até mesmo se isso significar eliminar todos os pobres.

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