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NOTÍCIAS DA CATEDRAL ANGLICANA DE SÃO PAULO

Boletim Paroquial 20 de julho de 2017


A adoração na igreja viva


Por Rubem Amorese

Em seu livro 
A Igreja Autêntica (Ultimato/ABU), John Stott diz sonhar com uma igreja viva: uma igreja bíblica, adoradora, acolhedora, que serve e que espera pelo Senhor. Curiosamente, associa vida a autenticidade, como se fossem gêmeas. De fato, a igreja viva é também autêntica, e vice-versa. Sem hierarquizar esses "sinais de vida", Stott dedica atenção a cada um desses sinais, separadamente.

Incentivado por ele, gostaria de refletir sobre aspectos da adoração nessa igreja viva. E já inicio concordando com ele sobre o caráter bíblico da verdadeira adoração, lembrando que não são poucas, nos evangelhos e nas cartas, as recomendações sobre a ordem no culto, o falar de si para si mesmo, as orações vazias e repetitivas, e tantas outras máculas à autenticidade das celebrações.

Buscamos, então, em todas essas recomendações, algumas lições que podem nos ajudar a melhor conduzir a adoração na igreja.
A razão da adoração

A adoração surge da gratidão. Diferentemente do medo ou do interesse, presentes no costume pagão, em que todos os atos se destinam a aplacar a ira da divindade ou dela obter alguma vantagem, a adoração em uma igreja viva provém de uma disposição do coração, que se harmoniza, afetuosamente, com o que Deus é e faz, "com cânticos e ações de graça". Dessa harmonia surgem as expressões de louvor; a moldar os ritos e as liturgias, em todas as suas cores.
O destinatário da adoração

Em uma igreja autêntica, a adoração tem como destinatário o próprio Deus. Claro que considera aspectos eclesiásticos, como conforto, organização, horários, homilética, etc. Mas não se mede em decibéis, em opinião pública e coisas assim. Não se destina a agradar ao auditório, mas a Deus. A expressão "não gostei deste culto" pode revelar esse equívoco.

Mais que isso, o destinatário da adoração bíblica é um Deus bom. Um Deus a ser servido por amor, acima de tudo, como quem responde ao seu chamado amoroso: "filho meu, dá-me o teu coração".
Os âmbitos da adoração

Íntimo e público. Pode começar na intimidade do quarto, da madrugada, da solitude e se estender ao culto público; ou, em sentido inverso, ter seu despertar no sentar à mesa, no cântico congregacional, no compartilhamento, na meditação sobre a Palavra; impressões que, recolhidas, serão "metabolizadas" no momento solitário com Deus. De todo modo, qualquer que seja o sentido em que a experiência pessoal ocorra, é importante pensar que os dois âmbitos são complementares e necessários. Não se deve pensar que o encontro na solitude é bastante; nem imaginar que o banquete público preenche todas as necessidades da alma. O caminhar de um espaço para o outro é salutar.
As funções da adoração

A adoração pública cumpre muitas funções. Mencionamos quatro:

A função 
doxológica é entendida como o processo pelo qual todos dos passos e ritos de um culto público afirmam, expressa ou simbolicamente, conteúdos da fé que se professa. Assim, é importante que as letras dos cânticos sejam biblicamente corretas e expressivas; as meditações sejam expositivas, tanto quanto possível; e a própria liturgia tenha conteúdo e forma condizente com o evangelho.

A função 
catártica é aquele espaço em que se propicia a confissão, a súplica, os votos e decisões profundas, sejam coletivas ou individuais.

O culto também tem uma função 
pedagógica. Tudo o que acontece, desde que as atividades são iniciadas, têm o poder de ensinar. Aprendemos até com os ritos e rituais, sejam eles explicitados em seus significados ou não. Seja pela letra de um cântico, seja pela bênção impetrada, seja pelo sermão proferido, em tudo estamos sendo ensinados, para o bem ou para o mal.

Finalmente, a função 
devocional da adoração pública. É o momento em que, tendo Deus falado ao meu coração, faz-se como por milagre, a pergunta: "o que você vai fazer a respeito?" Ou então: "o que você quer que eu te faça?". Ou, ainda, sendo mais literal: "há esperança para esses ossos secos, filho do homem?". Sim, devoção significa oferta. Devotar é ofertar. E há um momento em que sou perguntado sobre o que eu vou oferecer. Que decisão irei tomar. E a resposta que me encanta é algo assim: "levantar-me-ei e irei ter com o meu pai; e lhe direi...".
O resultado da adoração


A adoração bíblica produz um mesmo resultado em qualquer adorador: transformação. Lembremo-nos que estaremos na presença de Deus, e contamos com Jesus entre nós. Estaremos na dimensão do milagre, do impensável, das respostas, do poder de Deus. Estaremos nos expondo às irradiações do seu amor. Estaremos, com alegria e gratidão, nos expondo às influências do seu Espírito Santo. E ali, tudo é "infinitamente mais do que pedimos ou pensamos".




SÃO BENTO,

Recebemos da tradição cristã o relato de que Bento viveu entre os anos de 480 e 547. Nasceu na cidade de Núrsia, na Itália. Pertencia à influente e nobre família Anícia e tinha uma irmã gêmea chamada Escolástica, também fundadora e Santa da Igreja.
Era ainda muito jovem quando foi enviado a Roma para aprender retórica e filosofia. No entanto, decepcionado com a vida mundana e superficial da cidade eterna, retirou-se para uma vida ascética e reclusa, passou a se dedicar ao estudo da Bíblia e do cristianismo.
Ainda não satisfeito, isolou-se numa gruta do Monte Subiaco. Assim viveu por três anos, na oração e na penitência, estudando muito. Depois, se agregou aos monges de Vicovaro, que logo o elegeram seu prior. Mas a disciplina exigida por Bento era tão rígida, que estes monges indolentes tentaram envenená-lo.
Bento abandonou então o convento e no sopé do Monte Cassino construiu o seu primeiro mosteiro. O símbolo e emblema que escolheu foram “ora et labora” (reza e trabalha) e a cruz e o arado passaram a ser o exemplo da vida católica dali em diante.
Deste modo, se estabelecia o ritmo da vida monástica: o justo equilíbrio do corpo, da alma e do espírito, para manter o homem em comunhão com Deus. Ainda registrou que o monge deve ser: "não soberbo, não violento, não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não detrator, não murmurador".
Este monge propôs um novo modelo de homem: aquele que vive em completa união com Deus, através do seu próprio trabalho, fabricando os próprios instrumentos para lavrar a terra. Celebrado pela Igreja no dia 11 de julho, São Bento foi declarado patrono principal de toda a Europa, pelo Papa Paulo VI em 1964.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR



ORAÇÃO
Ó Deus, cujo bendito Filho tornou-se pobre para que por meio de sua pobreza fôssemos enriquecidos. Liberta-nos de algum amor desvirtuado por este mundo, para que, inspirados pela devoção do teu servo Bento, e sirvamos com singeleza de coração e alcancemos as riquezas do mundo que há de vir; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

NOTÍCIAS

ATIVIDADES MENSAIS: Santa Eucaristia, domingo às 10h30; Holy Communion, 2ndSunday, at 9 a.m.; Reunião da Junta Administrativa da Igreja, 1º domingo após a Missa; Estudos Bíblicos e de Anglicanismo, 3º domingo após a Missa; Mini-retiro do Clero Paroquial, 4º domingo após a Missa;

FEIJOADA BENEFICENTE –Dia 23 de Julho após Missa. Convites: Casal R$ 50,00; Individual R$ 30,00, e crianças de 6 a 12 R$ 15,00. haverá bingo beneficente durante o evento.

INSCRIÇÕES PARA A CONFIRMAÇÃO (CRISMA) - Todo batizado, ainda não confirmado, pode e deve receber o Sacramento da Confirmação (Crisma). a) Solicite o livrete "Conheça a Igreja Anglicana"; b) Participe de duas ou mais palestras com o pároco para aprofundamento e estudos; c) Após a preparação aguarde o agendamento da Celebração de Confirmação que será feita com o Bispo Diocesano;

ORAÇÃO – Aniversariantes: (2) Fábio Salvagni; Sandra De Nicola; (9)Leandro Saad; (18) Bispo Celso Franco; (21) Gi Araújo; (26) Isabella Russo; (27) Juliana Morgon; (28) Danilo Martins; (30) Kleber Gustavo; (31) Pe. Basilio Santos; Célia Fernandes Caetano; Andé Ocampos; Casamentos: (8) Esther e Roberto; (29) Marcelo e Gabriella; Bodas: (22)Antônio e Olicéia; Batizados: (1) Caetano e Fernanda; (2) Gabrielly; (16) João Lopes e Bernardo;(23) Giovana e Mª Eduarda; Falecimentos:(4/7/2017) Gilson Lemes;

CAMPANHA DO CENTENÁRIO PARA MANUTENÇÃO E REFORMA DA IGREJA-Você pode fazer a sua doação para Paróquia Anglicana de Santos, Banco Itaú, AG. 0021, CC. 55188-2, CNPJ 17.764.094/0001-78.

PROJETO ÓLEO NOEL – a Igreja Anglicana de Santos agora é Posto de Coleta de óleo de cozinha usado. A proposta é que desenvolvamos uma consciência ecológica entre os membros e amigos da Igreja, além de diminuir o impacto do descarte incorreto na natureza, o produto servirá para reciclagem e geração de renda para projetos sociais da Igreja.

VOLUNTARIADO – precisamos de voluntários para os projetos de evangelização e ação social da Igreja, se você deseja contribuir conosco procure o pároco após a Missa.

Boletim Paroquial - Direção Executiva:
Rev. Leandro Antunes Campos
(13) 3302-1065(013) 9.9678-5108
Reitor da Igreja Anglicana de Todos os Santos (1918)
Produzindo a cada dia mensagens e notícias que Evangelizam!


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