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Boletim Paroquial - 21 de novembro de 2016



EDITORIAL - No último domingo celebramos a Festa de Cristo Rei do Universo encerrando assim o Ano Cristão Litúrgico C. Isso significa que completamos mais um ciclo de leituras A (Mateus), B (Marcos), e C (Lucas) sendo q´ o Evangelho de João é lido especialmente nas quadras do advento e quaresma, e outras datas especiais.

Por isso, o Ano Cristão Litúrgico q´ se inicia com o primeiro domingo do advento marca para nós um novo ciclo de leituras sobre a vida e os ensinamentos de Jesus. Como discípulos de Jesus está no centro de nossa espiritualidade a leitura constante das Sagradas Escrituras e em especial dos Evangelhos.

Recomendamos a todos os irmãos e irmãs a se unirem conosco para vivenciarmos plenamente a vida, morte, e ressurreição de Jesus meditando e refletindo a partir das leituras dominicais em nossas celebrações. Tenho a certeza q´ todos serão imensamente abençoados!

A nobreza secreta





Ricardo Barbosa de Sousa


Só se reconhece o valor de algumas pessoas muitos anos depois de sua morte. Uma razão para isso é que essas pessoas valorizavam mais os outros do que a si mesmas. Viveram na obscuridade. As luzes dos holofotes incidiam sobre os outros, nunca sobre elas. Escolheram o difícil caminho da renúncia e da negação e encontraram sua alegria na liberdade de servir.

Uma dessas pessoas foi Francisco de Assis (1182–1226). G. K. Chesterton, admirador de Francisco, escreveu uma biografia completa sobre sua vida e obra. Num artigo sobre o ascetismo na vida de Francisco de Assis, reconhece que o segredo do seu sucesso foi possuir uma mente de uma “simplicidade quase enlouquecedora” e prossegue afirmando que “é costume dizer que o segredo de tais homens é sua profunda crença em si mesmos, e isso é verdade, mas não toda a verdade. Reformatórios e asilos de lunáticos estão apinhados de homens que acreditam em si mesmos. A respeito de Francisco é mais correto dizer que o segredo de seu sucesso era sua profunda crença em outras pessoas, e é a falta dessa crença que frequentemente foi a ruína desses obscuros Napoleões”. O primeiro passo em direção a uma existência livre e feliz é a humildade. É assim que Jesus inicia suas bem-aventuranças: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”.

A humildade não é outra coisa senão o dom de reconhecer o outro e valorizá-lo. Como disse C. S. Lewis, a verdadeira humildade não é “pensar menos de nós mesmos, mas pensar menos em nós mesmos”. Foi o que o apóstolo Paulo recomendou aos cristãos de Filipos: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Fp 2.3-4). Certamente, não é fácil pensar menos em mim e mais nos outros; como também não é fácil desenvolver uma profunda crença em outras pessoas.

Deus pensou em nós e acreditou em nós. Ele nos amou de tal maneira que nos deu seu Filho. Jesus entrou em nosso mundo e participou de nossa humanidade. Ele se humilhou e tornou-se servo. Mesmo sendo pecadores e indignos de receber qualquer favor de Deus, ainda assim, ele veio a nós, entregou-se por nós, esvaziou-se por nós, fez-se pobre por nós, para que pela sua pobreza nos tornássemos ricos. Assumiu a nossa culpa, morreu na cruz e ressuscitou para nos reconciliar com ele e nos fazer seus amigos. Ele fez isso porque pensou em nós e acreditou em nós.

Existe uma nobreza secreta na bem-aventurança dos humildes. Os humildes sabem ouvir primeiro para depois falar. Sabem confiar, esperar e descansar em Deus. Reconhecem que há sempre algo novo para aprender. Possuem uma certa ingenuidade e pureza porque amam aquilo que outros desprezam. São tolos para o mundo, mas sábios para Deus. Preferem lutar pelo bem dos outros do que pelo seu próprio bem.

Em um mundo onde todos clamam pelos seus direitos e poucos pelas suas responsabilidades; onde muitos lutam pelo sucesso e poucos se preocupam com a sobrevivência dos outros ou mesmo do planeta; onde muros ideológicos, raciais, sociais e econômicos se levantam, aumentando as distâncias e aprofundando as suspeitas e desconfianças, proponho que se ouça mais uma vez o convite de Jesus para aprendermos com sua humildade e mansidão. Isso significa pensar menos em nós e mais nos outros, tomar a cruz da renúncia e abnegação, e nos entregarmos ao serviço sacrificial, seguindo o exemplo de Jesus.

• Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de, entre outros, A Espiritualidade, o Evangelho e a Igreja.

NOTÍCIAS

ENCONTRO DE CORAIS NA IGREJA ANGLICANA - De 20 de novembro a 11 de dezembro, aos domingos às 17h,  haverá apresentação de corais e preparação para o Natal do Senhor. Também contaremos com a apresentação do Coral do Uruguay no próximo dia 25 de novembro, sexta-feira às 20h30.

GRUPO DE ORAÇÃO ANGLICANO - Uma forma simples e prática para viver os ensinamentos de Jesus Cristo para os dias de Hoje. Todas as quartas-feiras às 19h45 (exceto a segunda quarta-feira do mês).  

S.O.S. HAITI - Você pode fazer a sua doação para Banco do Brasil Agência: 3475-4 Conta-Corrente: 59.000-2  Mais informações acesse o site da Caritas Brasileira, www.caritas.org.br ou ligue (61) 3214-5400.

ALMOÇO DE AÇÃO DE GRAÇAS - Após a Missa de 27 de novembro das 10h30 os membros, familiares e amigos tem a tradição de compartilharem um almoço comunitário no salão e jardins da igreja. Anualmente separamos o Domingo de Ação de Graças para elevar a Deus nosso agradecimento mais sincero e profundo pelas bênçãos recebidas.  


Reverendo Leandro Campos 
25º Pároco
All Saints´ Church

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