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Afirmação de Saint Louis (United States of America)


Emitida pela Sociedade dos Clérigos Zelosos – 17 de setembro de 1977.
DA CONTINUAÇÃO DO ANGLICANISMO. 
Nós afirmamos que a Igreja de nossos pais, sustentada pela Trindade Santa, ainda vive, e que nós, temos sido movidos pelo Santo Espírito a caminhar unicamente neste caminho, estamos determinados a continuar na Fé Católica, na Ordem Apostólica, na Adoração Ortodoxa e no Testemunho Evangélico da tradicional Igreja Anglicana, fazendo todas as coisas necessárias para a continuação da mesma. Nós estamos decididos e esforçando-nos nesta decisão pelo conhecimento de que muitas províncias e dioceses da Comunhão Anglicana têm continuado leais na mesma Fé, Ordem, Adoração e Testemunho, e que elas continuam a conferir ordenação ao sacerdócio e ao episcopado aos varões. Nós nos regozijamos por estes fatos e afirmamos nossa solidariedade a estas províncias e dioceses.
DA DISSOLUÇÃO DA ESTRUTURA DA IGREJA ANGLICANA:
Nós afirmamos que a Igreja Anglicana do Canadá e a Igreja Episcopal Protestante nos Estados Unidos da América, com sua tentativa ilegal de modificar a Fé, Ordem e Moralidade (especialmente em seu Sínodo Geral de 1975 e Convenção Geral de 1976) têm se afastado da Igreja de Cristo Una, Santa Católica e Apostólica.
DA NECESSIDADE DE CONTINUAR A ORDEM NA IGREJA:
Nós afirmamos que todos os governos eclesiásticos anteriores, tendo sido fundamentalmente enfraquecidos pelos atos cismáticos dos Concílios ilegais, são inteiramente sem efeito sobre nós, e que nós devemos agora reordenar a disciplina ortodoxa assim como nos esforçaremos na continuação de nossa vida e comum e testemunho.
DA INVALIDEZ DA AUTORIDADE CISMÁTICA:
Nós afirmamos que a alegação de qualquer uma destas pessoas ou corpos cismáticos de agirem contra qualquer membro da Igreja, clérigo ou leigo, pelo seu testemunho à Fé integral não tem autoridade na verdadeira Igreja de Cristo, e que qualquer proibição, deposição ou disciplina será sem efeito e é absolutamente nula e ilegal.
DA NECESSIDADE DE PRINCÍPIOS E DE UMA CONSTITUIÇÃO:
Nós afirmamos que princípios fundamentais (doutrinário, moral e constitucional) são necessários neste momento, e que a Constituição (reparando os defeitos e abusos de nossos governantes anteriores) deverão ser adotados, através dos quais a Igreja possa ser convenientemente continuada.
DA CONTINUIDADE DA COMUNHÃO COM CANTERBURY:
Nós afirmamos que persistimos na relação de comunhão com a Sé de Canterbury e com todas as porções fiéis da Comunhão Anglicana Mundial.
POR CONSEGUINTE, com a firme confiança na Divina Providência, e diante de Deus Onipotente e de toda a hoste celestial, nós afirmamos, comprometemo-nos e declaramos que nós, legais e leais membros das Igrejas Episcopais, hoje e no futuro continuaremos e seremos a Igreja Anglicana unificada e continuante na América do Norte, segundo a verdadeira e válida Sucessão Apostólica.
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:
A fim de cumprir com tais declarações, nós apresentamos estes Princípios Fundamentais para nossa vida e testemunho.
PREFÁCIO:
Na firme convicção de que “nós podemos ser salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo”, e que “não há outro nome abaixo dos céus dado entre os homens pelo qual nós podemos ser salvos”, e reconhecendo nossa obrigação de proclamar a Verdade salvadora de Cristo para todas as pessoas, nações e em todas as línguas, nós declaramos nossa intenção de sustentar a Una, Santa, Católica e Apostólica Fé em Deus. Nós admitimos a regra de fé baixada por São Vicente de Lerins: “Acreditamos que aquelas coisas no que tem sido crido em toda parte, sempre e por todos, isto é verdadeiro e propriamente Católico…”
I.PRINCÍPIOS DA DOUTRINA
1. DA NATUREZA DA IGREJA.
Nós reunimos as pessoas chamadas por Deus para serem dedicadas e obedientes a Ele. Como o Povo de Deus do Sacerdócio Real, a Igreja é chamada para ser, de fato, a manifestação de Cristo no e para o mundo. A verdadeira religião é revelada ao homem por Deus. Nós não podemos decidir sobre o que é a verdade, mas particularmente (em obediência) devemos receber, aceitar, amar, defender e ensinar aquilo que Deus nos tem dado. A Igreja foi criada por Deus, e é, além do mais, a razão fundamental do controle do homem. A Igreja é o Corpo de Cristo operando no mundo. Ela é a sociedade dos batizados convocados do mundo; Nele, mas não dele. Como a Noiva Fiel de Cristo, ela é diferente do mundo e não deve ser influenciada por ele.
2. O ESSENCIAL DA VERDADE E DA ORDEM.
Nós repudiamos todo e qualquer desvio ou afastamento da Fé, total ou parcialmente, e testemunhamos estes princípios essenciais da Verdade Evangélica e Ordem Apostólica:
SAGRADAS ESCRITURAS. As Sagradas Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos como o autêntico registro da revelação de Deus, Sua atividade salvífica e exigências morais – a revelação válida para todos os homens e em todo o tempo.
OS CREDOS. O Credo Niceno como um sumário autorizado dos principais artigos da Fé Cristã, junto com o Credo dos Apóstolos, e com aquele conhecido como o Credo de Santo Atanásio são “perfeitamente recebidos e acreditados” no sentido de que eles sempre pertenceram à Igreja Católica.
TRADIÇÃO. A Tradição recebida da Igreja e seus ensinamentos assim como expostos pelos “bispos e doutores católicos antigos”, e especialmente como definida pelos Sete Concílios Ecumênicos da Igreja indivisa, para a exclusão de todos os erros, antigos e modernos.
SACRAMENTOS: Os Sacramentos do Batismo, Confirmação, Santa Eucaristia, Santo Matrimônio, Ordens Sagradas, Penitência e Unção dos Enfermos, como sinais efetivos e objetivos da contínua presença e atividade salvadora de Cristo nosso Senhor no meio de Seu Povo e como Seu modo prometido para distribuir Sua graça. Em particular, nós afirmamos a necessidade do Batismo e da Santa Eucaristia (onde estes possam ser realizados) – o Batismo como a incorporação ao Corpo de Cristo (com sua complementação com a Confirmação como um “selo do Espírito Santo”), e a Eucaristia como o sacrifício que nos une ao completo Sacrifício de Cristo na Cruz e o Sacramento no qual Ele nos alimenta com Seu Corpo e Sangue.
ORDENS SAGRADAS: As Ordens Sagradas de bispos, sacerdotes e diáconos como a perpetuação dos dons de Cristo do ministério apostólico para Sua Igreja, afirmando a necessidade de um bispo de sucessão apostólica (ou um sacerdote ordenado por este) como o celebrante da Eucaristia – estas Ordens constituídas exclusivamente de homens de acordo com a vontade de Cristo e instituição (como evidenciado pelas Escrituras), e a prática universal da Igreja Católica.
DIACONISAS. O antigo ofício e ministério de Diaconisas como uma vocação leiga para mulheres, afirmando a necessidade pelo adequado encorajamento de tal ministério.
RESPONSABILIDADE DOS BISPOS. Os Bispos enquanto Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres, tem como responsabilidades (juntos com os outros clérigos e o laicato) guardar e defender a pureza e a integridade da Fé e da Moral Ensinada pela Igreja.
O USO DE OUTRA FÓRMULA. Ao afirmar estes princípios, nós reconhecemos que todo enunciado de fé Anglicano e todas as fórmulas litúrgicas devem ser interpretados de acordo com eles.
INCOMPETÊNCIA DAS IGREJAS DE MUDAREM A VERDADE. Nós recusamos qualquer direito ou competência para suprimir, alterar ou emendar qualquer um dos Credos Ecumênicos Antigos e as definições de Fé, desprezar ou afastar-se das Santas Escrituras, ou alterar ou desviar dos pré-requisitos essenciais de qualquer dos Sacramentos.
UNIDADE COM OUTROS CRENTES. Nós declaramos nossa firme intenção de perseguir e alcançar comunhão sacramental plena e visível com outros cristãos que “cultuem a Trindade na Unidade e a Unidade na Trindade” e os que guardam a Fé Católica e Apostólica de acordo com os princípios precedentes.

II. PRINCÍPIOS DE MORALIDADE.
A consciência, como o conhecimento inerente do certo e do errado, não pode suportar sozinha o arbítrio soberano da moral. Todo cristão é obrigado a formar sua consciência pela Lei Moral Divina e pela Mente de Cristo como revelado nas Sagradas Escrituras, e pelo ensino e Tradição da Igreja. Nós acreditamos que quando a consciência do Cristão é assim desta forma adequadamente informada e conduzida, pode-se afirmar os seguintes princípios morais:
RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL: Toda a pessoa, individual e coletivamente, são responsáveis diante de seu Criador por seus atos, motivos, pensamento e palavras, visto que “nós devemos nos apresentar ante o trono de julgamento de Cristo…”.
SANTIDADE DA VIDA HUMANA. Cada ser humano, desde o momento de sua concepção, é uma criatura* de Deus, feita à Sua imagem e semelhança, uma alma infinitamente preciosa; e que a injustificável ou inescusável ceifa da vida é sempre pecado.
RESPONSABILIDADES DOS HOMENS PARA COM DEUS. Todas as pessoas são obrigadas pelos ditames da lei Natural e pela vontade revelada de Deus, na medida em que as possam compreender.
VIDA FAMILIAR. A obrigação sacramental do matrimônio entre um homem e uma mulher é uma provisão do amor de Deus para a procriação e vida familiar, e a atividade sexual deve ser praticada somente dentro dos laços do Santo Matrimônio.
O HOMEM ENQUANTO PECADOR. Nós reconhecemos que o homem, enquanto herdeiro do pecado original, está “muito longe da retidão original” e como um rebelado contra a autoridade de Deus é responsável pelo Seu justo julgamento.
O HOMEM E A GRAÇA DE DEUS. Nós reconhecemos, também, que Deus ama Seus filhos e particularmente tem mostrado isto no trabalho redentor de nosso Senhor Jesus Cristo, e que o homem não pode ser salvo por qualquer esforço próprio, mas pela Graça de Deus, através do arrependimento e aceitação das misericórdias de Deus.
RESPONSABILIDADES DOS CRISTÃOS QUANTO À ÉTICA. Nós acreditamos, então, é responsabilidade da Igreja e seus membros testemunhar a Moralidade Cristã, segui-la em suas vidas e rejeitar o falso padrão de moral do mundo.
III. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS.Nas revisões constitucionais pelas quais possam se responsabilizar, nós recomendamos, para consideração dos Anglicanos continuantes, o seguinte:
RETER O MELHOR DE AMBAS AS PROVÍNCIAS. Que as características tradicionais e testadas do sistema eclesiástico canadense e americano sejam preservadas e usadas na administração da Igreja.
NECESSIDADE DE TREINAMENTO TEOLÓGICO SADIO. Re-estabelecimento da educação teológica espiritual, ortodoxa e acadêmica sob supervisão episcopal é imperativo, e deve ser encorajada e promovida por todas as autoridades; e bispos eruditos e ortodoxos, outros clérigos e pessoas leigas devem responsabilizar-se e comprometer-se com esta tarefa sem demora.
FINANÇAS. O direito das congregações de administrarem seus bens materiais devem ser firme e constitucionalmente reconhecido e protegido.
ADMINISTRAÇÃO A Administração deve, nós acreditamos, ser limitada aos atos mais simples e necessários, de forma que a ênfase possa ser centrada na adoração, cuidado pastoral, saúde espiritual e moral, boas ações pessoais e atendimento missionário, em resposta ao amor de Deus por nós.
A IGREJA ENQUANTO TESTEMUNHA DA VERDADE. Nós reconhecemos também que, como guardiões da vontade de Deus e verdade para os homens, nós podemos e devemos testemunhar para que a vontade e a verdade concorram contra todo o mal, lembrando que nós somos os servos no mundo, mas somos servos de Deus primeiramente.
PENSÕES E SEGUROS. Nós reconhecemos nossa imediata responsabilidade em providenciar o estabelecimento de legítima pensão e programa de seguridade para a proteção do clérigo bolsista e outros trabalhadores da Igreja.
DEFESA LEGAL Nós reconhecemos a imediata necessidade de coordenar recursos legais, financeiros e profissionais, para a defesa de congregações em perigo por sustentar a Fé, e recomendamos atenção para esta necessidade o mais seriamente possível ao bispo diocesano e autoridades paroquiais.
CONTINUAÇÃO, NÃO INOVAÇÃO Nesta reunião de testemunhas de Anglicanos e Episcopais, nós continuamos ser aquilo que somos. Nós não faremos nada novo. Nós não formamos um novo corpo, mas continuamos como Anglicanos e Episcopais.

AGORA, ENTÃO, completamente conscientes de nossas responsabilidades para com todos aqueles que amam e acreditam na Fé de nossos pais, de nossa obrigação para com Deus, que sozinho julgará aquilo que fizermos, nós fazemos esta Afirmação. Diante de Deus, nós invocamos nossa herança Anglicana, e proclamamos o mesmo a toda Igreja, mediante Jesus Cristo nosso Senhor, a Quem, com o Pai e com o Espírito Santo, sejam todas as honras e glória, para todo o sempre. AMÉM.

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