Carta de Congratulações pelo 1º Centenário da Igreja Anglicana de Santos

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja


“Cristo entrega as chaves a Pedro” (1515) em tapeçaria para a Capela Sistina, projetada por Rafael Sanzio (1483-1520) e tecida em Bruxelas por Pieter van Aelst (1502-1556)
Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”. Também: “Dar-te-ei as chaves”. Igualmente: “Apascenta as minhas ovelhas”. [...] Em todas essas passagens, Pedro é o representante de todo o grupo dos apóstolos, conforme se evidencia do próprio texto. Pois Cristo não interroga somente a Pedro, mas diz: “Vós, quem dizeis que eu sou?” E o que aqui é dito no número singular – “Dar-te-ei as chaves”, “o que ligares” -, em outro lugar é dito no plural: “O que ligardes, etc.” E em João: “Aqueles a quem perdoardes os pecados, etc.” Atestam essas palavras que as chaves são dadas igualmente a todos os apóstolos, e que todos os apóstolos são enviados igualmente. Além disso, é necessário reconhecer que as chaves não pertencem à pessoa de determinado homem, porém à igreja, conforme atestam muitos argumentos claríssimos e firmíssimos. Pois Cristo, falando das chaves, Mateus 18, acrescenta: “Onde quer que dois ou três concordem na terra, etc.” De sorte que atribui as chaves principal e imediatamente à igreja, assim como também por essa razão a igreja principalmente tem o direito de chamar. É necessário, por isso, que nessas passagens Pedro seja o representante de todo o grupo dos apóstolos. Razão por que não atribuem a Pedro qualquer prerrogativa, ou superioridade, ou domínio.
Mas quanto à declaração: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja”, por certo que a igreja não foi edificada sobre a autoridade do homem, porém sobre o ministério daquela profissão que Pedro fez, na qual proclama que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus. De sorte que se endereça a ele como ministro: “Sobre esta pedra”, isto é, sobre este ministério. Ora, o ministério do Novo Testamento não está preso a lugares e pessoas como o ministério levítico, porém está disperso pelo mundo inteiro e está onde Deus dá os seus dons, apóstolos, profetas, pastores, doutores. E esse ministério não vela por causa da autoridade de qualquer pessoa, mas por causa da palavra dada por Cristo. E a maioria dos santos Pais, como Orígenes, Ambrósio, Cipriano, Hilário, Beda, interpretam a sentença “sobre esta pedra” desse modo, não como referente à pessoa ou à superioridade de Pedro. Assim diz Crisóstomo: “‘Sobre esta pedra’, diz ele, não ‘sobre Pedro’. Pois edificou sua igreja não sobre o homem, mas sobre a fé de Pedro. Mas qual foi a fé? Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Hilário: “A Pedro revelou o Pai que dissesse: Tu és o Filho do Deus vivo. A edificação da igreja é, portanto, sobre a pedra dessa confissão. Essa fé é o fundamento da igreja”.

-- As Confissões Luteranas (Tractatus de Potestate et Primatu Papae, 1537)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Batismo do Senhor Jesus Cristo



REDAÇÃO CENTRAL, 09 Jan. 17 / 04:00 am (ACI).- “Quando o Salvador é lavado, todas as águas ficam puras para o nosso batismo; a fonte é purificada para que a graça batismal seja concedida aos povos que virão depois”, disse São Máximo de Turim no século V ao se referir ao Batismo do Senhor, que é celebrado hoje pela Igreja no Brasil.

Com o Batismo do Senhor é concluído o tempo do Natal e a Igreja nos convida a olhar a humildade de Jesus que se converte em uma epifania (manifestação) da Santíssima Trindade.

“João batiza e Jesus se aproxima; talvez para santificar igualmente aquele que o batiza e, sem dúvida, para sepultar nas águas o velho Adão. Antes de nós, e por nossa causa, ele que é Espírito e carne santificou as águas do Jordão, para assim nos iniciar nos sacramentos mediante o Espírito e a água”, manifestou São Gregório Nazianzeno em um de seus sermões.


“O Espírito, acorrendo àquele que lhe é igual, dá testemunho da sua divindade. Vem do céu uma voz, pois também vinha do céu aquele de quem se dava testemunho”, acrescentou o santo.

Evangelho: Mateus 3,13-17

Naquele tempo, Jesus veio da Galileia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele. Mas João protestou, dizendo: “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”

Jesus, porém, respondeu-lhe: “Por enquanto deixa como está, porque nós devemos cumprir toda a justiça!” E João concordou. Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo pousar sobre ele.

E do céu veio uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado”.

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