sábado, 16 de fevereiro de 2019

SAVE THE DATE. Assembleia Geral 2019 da Igreja Angicana de Todos os Santos



Queridos irmãos e irmãs, 

A Assembleia Geral 2019 da Igreja Anglicana de Todos os Santos (101 anos) será realizada em 10 de março f.p. iniciando às 10h30 com a Santa Eucaristia. Todos têm direito a assento e voz, porém apenas os membros:
1) Batizados/confirmados ou recebidos em comunhão;
2) dizimistas; e que 
3) frequentem a Santa Eucaristia e outros ofícios assiduamente têm direito a votar e ser votado para Junta e comissões paroquiais;

Além da eleição da liderança para o Conselho Paroquial (Junta), serão analisados os relatórios administrativos, pastorais e financeiros. O objetivo é alinhar nossos recursos e metas para aplicá-los eficazmente nos objetivos estatutários da Igreja.
Orem pela nossa Assembleia Geral, pelo Pároco, membros da Junta Paroquial e cada membro da Igreja Anglicana de Todos os Santos para que à Luz da Palavra de Deus e sob guia do Santo Espírito possamos fazer tão somente o que é importante para a edificação da Igreja e de todos os fiéis cristãos.

Deus abençoe e guarde a cada um de vocês!

Reverendo Leandro Campos 
Presidente 
(2006- atual)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Reflexões sobre Anglicanismo


por A.Chatifield (Trad. Livre Revd. L. Campos )

Anglicanismo é um modo de ser Cristão.
a. Um modo de fé e prática, definido doutrinariamente no Quadrilátero de Chicago-Lambeth de 1888 [1] e praticamente pela frase "ortodoxia generosa".
b. Um modo de adoração, resumido pela afirmação "lex orandi, lex credenti" [2] e rodeado pelos princípios do Livro de Oração Comum. 
c. Um modo de viver juntos como igrejas ´autocéfalas´ sem estar sob uma autoridade centralizada, mas vivendo como uma ´comunhão´ ou família de igrejas com os 3 organismos formais para unidade Conferência de Lambeth, Conselho Consultivo Anglicano, e o Encontro dos Primazes [4]

Visto que ser Anglicano é um modo de ser Cristão, qualquer pessoa que age sob os princípios descritos acima pode ser considerado propriamente como um praticante da fé Anglicana. Isto é tão verdade para a Igreja da Inglaterra e outras províncias da comunhão anglicana [5], como para grupos que se retiraram desta aliança como os non-jurors [6] no século 17, a Free England Church no século 19, e a Igreja da Inglaterra na Africa do Sul.
Mais recentemente temos exemplos de grupos separados parcialmente ou plenamente da Comunhão Anglicana (AMIA, GAFCON, e outros) que seguiram os lastros históricos deixados pelos primeiros grupos cismáticos. As causas para separação são variadas tais como políticas, eclesiológicas ou doutrinais.
O resultado da separação é retirar o membro da Comunhão Anglicana (um ato institucional e estrutural) - um cisma. Isto não 
nega o caráter Anglicano do grupo cismático mas simplesmente o remove ou suspende da membresia dos organismos que constituem a Comunhão Anglicana.

Até aqui, é claro e incontestável. O problema está nas reivindicações e contra-reivindicações dos diversos grupos a cerca das questões da ética da sexualidade e da hermenêutica bíblica.
Então começamos a jogar o jogo, ambos os lados reivindicam que são os legítimos portadores da Tradição Anglicana. Tais reivindicações são historicamente suspeitas, porque o Anglicanismo pelo seu caráter é um igreja em processo dinâmico, e ambos os grupos conservadores e liberais sempre fizeram parte da família Anglicana plena. 
Espiritualmente, todos nós ficamos entristecidos, por ser contrário ao espírito de João 17. 
Mas a igreja sempre lutou desde modo. Isto também é uma verdade para o Catolicismo Romano, mas a forma de discordar é diferente sob a dispensação papal, lutar sob a infabilidade e o conciliarismo. Mas isto é uma outra história. Como historiador da Igreja, vejo que a igreja está se comportando agora como sempre se comportou, como um organismo humano pecador constantemente em mudança, rejeitado e restaurado por Deus como aconteceu com o povo de Israel no Antigo Testamento.
Finalmente e de modo prático, se uma congregação da Inglaterra escolhe romper a supervisão episcopal, ela perde a propriedade da igreja, e interrompe os seus direitos legais de Igreja estabelecida da Inglaterra. Tornar-se efetivamente por conta própria.

NOTAS DO TRADUTOR:
[1] O quadrilátero de Chicago-Lambeth representa o resumo da fé Anglicana. Suas quatro afirmações são as seguintes:
1. As Sagradas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento que “contêm todas as coisas necessárias para a salvação” e como a regra e máxima norma de fé.
2. O Credo dos Apóstolos, como o símbolo batismal; y o Credo Niceno, como declaração suficiente da Fé cristã.
3. Os dois sacramentos — o Batismo e a Ceia do Senhor — administrados com o uso indefectível das palavras da instituição de Cristo e os elementos ordenados por Ele.
4. O Episcopado Histórico, adaptado localmente em seus métodos de administração às diversas necessidades das nações e povos chamados por Deus à unidade de sua Igreja.

[2] Lex orandi, lex credendi ( latim livremente traduzido como "a lei da oração [é] a lei de crer") é um lema na tradição cristã , o que significa que é a oração que leva à crença, ou que é a liturgia que leva a teologia . Refere-se à relação entre adoração e crença. Como um antigo princípio cristão, forneceu uma medida para desenvolver os antigos credos cristãos, o cânon das escrituras e outros assuntos doutrinários. Baseia-se nos textos de oração da Igreja, isto é, na liturgia da Igreja. Na Igreja Primitiva , havia tradição litúrgica antes que houvesse um credo comum, e antes havia um cânon bíblico oficialmente sancionado. Essas tradições litúrgicas forneceram a estrutura teológica para estabelecer os credos e o cânon.
[3] O Livro de Oração Comum ( BCP ) é o título curto de vários livros de oração relacionados usados ​​na Comunhão Anglicana , bem como por outras igrejas cristãs historicamente relacionadas ao anglicanismo. O livro original, publicado em 1549 no reinado de Eduardo VI , foi um produto da Reforma inglesa após o rompimento com Roma . O trabalho de 1549 foi o primeiro livro de oração a incluir as formas completas de serviço para o culto diário e dominical em inglês. Continha Oração da Manhã , Oração da Noite , Litania e Comunhão Sagrada e também os serviços ocasionais na íntegra: as ordens para o Batismo , Confirmação , Casamento , " orações a serem ditas com os doentes " e um serviço fúnebre . Ele também definiu na íntegra os " propícios " (ou seja, as partes do serviço que variavam semana a semana ou, às vezes, diariamente durante o ano da Igreja): as instruções , coletas e leituras da epístola e do evangelho para o culto dominical. Comunhão. As leituras do Antigo Testamento e do Novo Testamento para a oração diária eram especificadas em formato de tabela, como eram os Salmos ; e cânticos , principalmente bíblicos, que eram fornecidos para serem ditos ou cantados entre as leituras.
[4] Conferência de Lambeth. Encontro de bispos da Comunhão Anglicana realizada a cada dez anos desde 1867. O Palácio de Lambeth é a residência oficial do Arcebispo de Cantuária./ O Conselho Consultivo Anglicano é um grupo designado de homens e mulheres, clérigos e leigos, jovens e idosos, de todas as partes do mundo que se reúnem a cada dois ou três anos para discutir questões essenciais das províncias anglicanas./ O Encontro de Primazes busca oferecer uma oportunidade para Comunhão e questões mais práticas, os primazes se encontram a cada dois ou três anos para consultas sobre teologia, questões sociais e internacionais.
[5] Comunhão Anglicana é um grupo mundial de igrejas com ligação histórica e atual com o Arcebispo de Cantuária.
[6] Um ´non-juror´ é uma pessoa que se recusa a fazer um juramento em particular: Na história britânica, os non-jurors recusaram-se a jurar fidelidade a Guilherme e Maria e a seus herdeiros ou a renunciar aos Stuarts;

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Catequese sobre as Vestes Episcopais



+ Rev. Leandro


Embora haja defensores de vestes litúrgicas e defensores de vestes seculares para ministros religiosos, cada vez mais cresce a tendência de respeitar os usos e costumes locais de acordo com a cultura.
Pelas vestes podemos reconhecer as famílias religiosas: franciscanos, beneditinos, dominicanos, etc assim como ministros leigos, bispos, presbíteros e diáconos.
Na liturgia o uso de vestes eclesiásticas tem a função de identificar o presidente e os auxiliares dos demais fiéis batizados.
Haveria então qualquer motivo para usar as vestes fora da Liturgia?
Dom Robinson Cavalcante dizia que usava o clérgima por todos os lugares por onde passava e quando alguém perguntava o seu significado ele dava um sorriso e aproveitava a oportunidade para Evangelizar.
O Exército de Salvação tem seu vestuário próprio que lembra que todos somos Soldados de Cristo e que devemos lutar contra a injustiça e atender com amor os pobres.
A pergunta é se há alguma roupa exclusivamente distinta dos bispos, ou elas são comuns a todos os clérigos ou a todo o povo cristão.
Vejamos:
- A túnica (alva) é a veste batismal, nos recorda o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo;
- A batina preta nos lembra que morremos para as coisas deste mundo, e nascemos para o reino de Deus;
- A sobrepeliz junto com a batina são as roupas dos leigos e clero para os ofícios corais;
- A Estola representa o julgo de Cristo, sendo a diaconal que remete a Eternidade e a sacerdotal o Bom Pastor;
- A Casula (pequena casa) veste eminentemente Eucarística;
- A Capa Pluvial para procissões, solenidades, e instalações;
- A Chamarra e o roquete que tem origem acadêmica e aos poucos foi utilizada pelos bispos nos ofícios corais, mas também é usada pelos regentes e sacristãos;
- A Mitra símbolo do governo do bispo é compartilhada com Abades e Abadessas;
Então, não há uma roupa que seja distintivo de um grau da ordem, porém há distintivos episcopais:
- O Anel episcopal, que simboliza o compromisso com a Igreja;
- O Báculo, cajado pastoral que representa a jurisdição do bispo diocesano;
- A Cruz Peitoral, cada um tome a sua cruz e siga o Cristo;
Mas ainda, o anel, báculo e cruz são símbolos universais. E se de um lado reforçam o ministério do bispo, são também o símbolo do ministério da Igreja como um todo.
Como diz o poeta: O essencial é invisível aos olhos!

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