terça-feira, 19 de março de 2019

Um epitáfio

Rev. Mário Ribas 



por Rev. Leandro 


Conheci o Rev. Mário Ribas ainda candidato às Sagradas Ordens recém chegado da Inglaterra no segundo semestre em 1999. Foi durante o seu ministério que fui encaminhado em 2002 para o Instituto Anglicano de Estudos Teológicos e para formação ministerial.

Ele ficaria no comando da Igreja Anglicana de Santos até 2004, quando após um mestrado bem sucedido na Universidade Metodista de SP alçou vôos mais altos e foi fazer Doutorado em Cape Town, tendo dedicado um certo tempo em pesquisa de campo nos EUA. 

Apesar da Igreja Anglicana de Santos ter sido seu primeiro ministério efetivo, com apoio de Dom Glauco Soares de Lima e seus sucessores comandou com maestria a Igreja dando-lhe visibilidade nacional e internacional.

Militou pela causa LGBTS e escreveu alguns artigos acadêmicos, deu entrevistas e era considerado um especialista, uma autoridade sobre o tema. Foi até certo ponto discípulo de dois grandes teólogos anglicanos Jaci C. Maraschin e Carlos Eduardo Calvani. 

Em 2012 nossos caminhos se separaram por divergências eclesiásticas sobre a eleição do novo bispo da Diocese Anglicana de São Paulo. Nosso último contato foi por ocasião do Centenário da Igreja Anglicana de Santos onde convidamos a ele e outros ex-reitores para se fazerem presentes. 

A Igreja Anglicana de Santos é uma grande devedora de seu ministério e ensino, pois dedicou os primeiros anos de seu profícuo ministério a edificar a nossa Igreja, esta pequena parcela do povo de Deus, na cidade de Santos.

Nota de Pesar: Rev. Mário Ribas


Com pesar informamos que nosso irmão em Cristo Rev. Mário Ribas descansou em Cristo. E, agora se uniu à Igreja celestial. Que o bondoso Deus fortaleza seus familiares e amigos. 

P. S.: O sepultamento do Rev. Mário Ribas será amanhã, dia 20 de março no Cemitério Parque Jardim da Saudade – Pinhais às 10 horas. Endereço Av. Maringá, 3300 – Conjunto Res. Inocoop, Pinhais-PR

terça-feira, 5 de março de 2019

Estresse Pastoral

Poucos pastores desistem de seu ministério, apesar de intenso estresse que enfrentam frequentemente. Esta e outras informações foram apresentadas em uma pesquisa recente do instituto norte-americano, 'Lifeway Research'.
Cerca de 1.500 pastores foram entrevistados. O estudo foi encomendado para colher mais informações em razão do desgaste mental, emocional e físico que a atividade ministerial pode gerar.
A pesquisa constatou que, apesar dos elevados níveis de stress, "os pastores não estão deixando o ministério em massa", disse Scott McConnell, vice-presidente LifeWay Research.
84% dos pastores dizem que eles estão de plantão 24 horas por dia e 48% supostamente sentem que as exigências de seu ministério estão acima do que eles podem lidar.
"Este é um trabalho brutal", disse McConnell. "O problema não é que os pastores estão parando, mas sim que eles têm um ambiente de trabalho desafiador".
"As igrejas devem se preocupar e precisam estar fazendo o possível".
No entanto, segundo a pesquisa, os pastores dos dias atuais são relativamente estáveis; 44% têm mantido a posição de pastor sênior por mais de 10 anos.
Apenas uma pequena proporção de pastores pararam antes deste período. 2% mudaram para empregos não-ministeriais e 5% permaneceram na vida ministerial, mas mudaram para funções não-pastorais. Combinados, estes dois grupos são responsáveis por perdas conhecidas de menos de 1% ao ano.
Apesar das tensões, 92% dos pastores dizem que suas congregações regularmente dão incentivo para a família do pastor.
Experiente em trabalhar com o pastoreio de líderes cristãos, o pastor H.B. London disse: "Um pastor e sua família precisam saber que 1) a liderança está orando por eles, 2) os apoia, 3) os incentiva, e 4) reconhece o trabalho que está sendo feito. São essas são coisas que dão esperança ou uma sensação de ser querido ao pastor".

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Um epitáfio